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ALICE MORELLATO HADDAD, MEDICINA - USP, UNICAMP, UNESP, UNIFESP E FAMERP


A psicóloga Alice Morellato Haddad, de 26 anos, formou-se na USP em São Paulo, mas largou a carreira depois de atuar na área por cerca de um ano. Voltou para o cursinho pra tentar medicina. Conseguiu entrar na Unicamp, onde vai estudar, e em mais outras quatro faculdades públicas: USP, Unesp, Unifesp e Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto). Alice veio a Campinas fazer mestrado, mas se deu conta de que não era isso o que queria. Sempre gostou da área de saúde, e, o tempo que passou atuando como psicóloga, dentro de um hospital, a fez perceber que se interessava mais pelo viés do médico do que pelo do psicólogo.

Oficina: Qual foi sua sensação ao ver o nome na lista de aprovados?

Aluno: Na hora não caiu a ficha. Acho que foi caindo na hora da matrícula. E é um sentimento de alívio. Ao mesmo tempo, eu tô muito ansiosa pra que as aulas da faculdade comecem logo. Eu quero estudar bastante e aprender tudo que eu puder aprender.

Oficina: Quais são as suas dicas para quem quer passar no vestibular?

Aluno: Para começar, e eu acho que nunca é demais frisar isto: disciplina e rotina. Tanto de não deixar de assistir às aulas, como dormir direito, comer direito e reservar um tempo pra lazer. Assistir a um filme, sair com os amigos, ou qualquer coisa que te tire da cabeça os estudos. Eu desinstalei algumas coisas do celular que me tiravam o foco, como o Facebook, por exemplo, e me dedicava 100% à tarefa que fazia na hora em que tava estudando. Mas como eu consegui me concentrar? É que eu estava alimentada e descansada. Parece simples, mas na rotina, se você não prestar a atenção, acaba relaxando. Se você desregula a alimentação e o sono, isso atrapalha muito na concentração e na fixação do conteúdo e eu percebi isso nos dias que não consegui dormir e comer direito. Eu era aquele tipo de aluna que procura o professor fora de sala de aula pra olhar um exercício, pra tirar uma dúvida e até mesmo só pra conversar, quando estava muito nervosa. E eles sempre foram muito atenciosos, superdisponíveis, e isso me ajudou muito.

Oficina: Qual foi a importância da Oficina nessa sua vitória?

Aluno: Eu passava cerca de 13 horas no colégio porque gostava da escola. Chegava às 7h e saía por volta das 20h. E eu assistia a todas as aulas. Depois, eu estudava o que mais eu precisava, fazia exercícios e as provas dos vestibulares anteriores. No segundo semestre, parei de fazer atividade física porque senti que precisava de um impulso final pra passar. Eu ficava mais tempo na Oficina do que em casa, mas – não só os professores, mas os coordenadores e todos os funcionários -, eles fazem você se sentir em casa. E eu acho isso muito importante.

Oficina: Qual foi o momento mais difícil e como você conseguiu superá-lo?

Aluno: Foi o final do ano, entre o fim de novembro e o começo de dezembro. Em novembro teve vestibular todos os finais de semana e em dezembro eu encarei uma semana inteira seguida de prova. Teve um dia que eu cheguei em casa com vontade de chorar de cansaço. Não sabia se eu queria comer ou dormir. E qual foi a minha solução? Botar o pé no freio naquele momento. Foi pensar: - eu estudei e agora preciso respirar. Às vezes, quando você tá muito saturada, tem que descansar e se manter motivada pra não acabar jogando tudo pro alto.