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Tira Dúvidas

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Por que vulcões entram em erupção?

01 de Agosto de 2019

Por Rafaela Sousa 
Mundo Educação/ UOL

Muitas pessoas perguntam-se por que os vulcões entram em erupção. A erupção vulcânica é um fenômeno da natureza que, apesar de geralmente representar grandes catástrofes naturais, é considerado meio de observação sobre o que acontece no interior da Terra. No entanto, antes de saber como acontece uma erupção vulcânica, precisamos saber o que é um vulcão.

O vulcão é uma estrutura geológica (massa de rocha fundida pela alta temperatura) que corresponde a uma proeminência na superfície terrestre, mais especificamente uma abertura no solo pela qual é expelido material magmático. 

Os vulcões podem surgir por meio do movimento entre as placas tectônicas, que, ao chocarem-se, provocam elevações na superfície. Os vulcões podem estar localizados tanto nos continentes quanto nos oceanos.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, o vulcão é constituído principalmente por silicatos que se misturaram com vapor d'água e gás; e possui uma estrutura ligada a uma câmara subterrânea de grande profundidade.

A distribuição de vulcões no mundo está diretamente relacionada com a distribuição das placas tectônicas. É na chamada zona de subducção, que corresponde à região onde há o choque entre as placas, que se encontram os vulcões. Por isso, em regiões em que há limites entre placas tectônicas, há maior ocorrência dessa estrutura geológica.

Basicamente, os vulcões são constituídos por:
Câmara magmática
Chaminé
Cone vulcânico
Cratera

Possíveis causas
Um vulcão entra em erupção devido às forças internas da Terra que mantêm o manto e, consequentemente, o material magmático em atividade. A Terra não é constituída por um único bloco rochoso, como era imaginado há muitos anos. A litosfera terrestre possui blocos rochosos fragmentados, conhecidos como placas tectônicas, que se encontram em constate movimento.

Ao movimentar-se, essas placas provocam agitação do material magmático. Essa agitação, associada às altas temperaturas no interior da Terra, faz com que o material magmático ascenda-se e seja expelido para o exterior da crosta terrestre. Essa massa magmática é conhecida como lava, composta por metais como magnésio e ferro e encontrada em uma temperatura superior a 1.000 ºC.

Consequências
A atividade vulcânica pode representar um grande tragédia de ordem natural. Dependendo da localização do vulcão, cidades, comunidades ou povoados podem ser drasticamente afetados. A maior parte das erupções vulcânicas não pode ser prevista, o que acaba pegando todos de surpresa.

Além de ser um poluidor atmosférico natural, os vulcões, ao entrarem em erupção, podem expelir material magmático capaz de percorrer longas distâncias, provocando enorme prejuízo para as áreas vizinhas e os possíveis habitantes. Muitas tragédias associadas à ação dos vulcões já foram registradas em diversas partes do mundo. Veja algumas:

- Erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C., em Pompeia, deixando cerca de 16.000 mortos;

- Erupção do vulcão Ontake em 2014, no Japão, a qual provocou 60 mortes;

- Erupção do vulcão Sinabung, em 2014, na Indonésia, provocou a morte de 16 pessoas;

- Erupção do vulcão Merapi, na Indonésia, em 2010, causou cerca de 300 mortes e provocou o deslocamento de aproximadamente 280 mil pessoas.

Apesar de todos os pontos negativos provocados pela erupção dos vulcões, muitos povos instalam-se nas regiões próximas a eles, visto que, ao entrarem em atividade e expelir lava, esta, juntamente com as cinzas, ao se resfriar, torna-se adubo para o solo, tornando-o bastante fértil e propício para a atividade agrícola. Alguns tipos de erupção, normalmente as menos explosivas, também estão associadas à formação de rochas ígneas ou magmáticas, como o granito.

Tipos

As erupções vulcânicas podem ser classificadas segundo o material expelido e a sua intensidade.

As erupções vulcânicas diferem-se quanto à intensidade, à proporção e ao material expelido. Os principais tipos de erupção, quanto à violência, são:

Explosiva: erupção de lava com alta viscosidade e que impede a liberação de gases, ocorrendo, portanto, explosões violentas. Muitas vezes, nesse tipo de erupção, não há derramamento da lava.

Efusiva: erupção de magma fluido que possibilita a liberação de gases, sendo assim uma erupção mais “calma”, com alto derramamento de lava em altíssima temperatura. Nesse tipo de erupção, a lava alcança grandes distâncias.

Mista: erupção em que há fases alternadas de erupção violenta e erupção efusiva.

Catastrófica: erupção em que a lava é de alta viscosidade, sendo assim não escorre por grandes distâncias, acumulando-se na cratera. Os gases ficam aprisionados na chaminé, dando origem a uma nuvem ardente.

Já as erupções, classificadas pelos vulcanólogos segundo o material expelido, são:

Havaiana: erupção efusiva em que não há descarga de gases.

Estromboliana: erupção em que há liberação de gases e pequenos fragmentos de rochas, formando arcos luminosos.

Pliniana: erupção em que são expelidos fragmentos de rochas e lava de grande viscosidade, formando uma coluna de fumaça.

Vulcaniana: erupção em que são expelidos fragmentos de rochas. Há formação de uma grande nuvem de cinzas que é expelida com violência na superfície.

Peleana: erupção em que há explosão de fragmentos de rochas, gases, poeira e cinzas. A lava de alta viscosidade desloca-se em grande velocidade.

Subglacial: erupção que ocorre sob o gelo, podendo provocar inundações.

Hidromagmática: erupção em que é expelido vapor explosivo quando há contato com o solo em baixas temperaturas.

Vulcões x Terremotos
Há uma relação entre a existência de vulcões e a ocorrência de terremotos. Primeiramente, é preciso entender o que são terremotos. Estes são fenômenos naturais, também chamados de abalos sísmicos, que correspondem a tremores na superfície terrestre, podendo ser de baixa ou alta intensidade. A ocorrência de terremotos está associada à atividade vulcânica e também à movimentação das placas tectônicas. Sendo assim, terremotos são resultado da liberação de forças acumuladas.

Os vulcões formam-se nas zonas de convergência, ou seja, nas regiões onde há o choque entre as placas tectônicas (que se encontram sob o material magmático). O acúmulo da pressão provocado pela movimentação das placas provoca a descarga de energia e, consequentemente, a erupção vulcânica. Assim, dependendo da intensidade da erupção, pode haver ocorrência de tremores na superfície, ou seja, de terremotos.

Quantos vulcões existem no mundo?
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, formaram-se, no mundo todo, ao menos 10 mil vulcões. Cerca de 500 vulcões apresentaram atividade durante um longo período. Atualmente, há, aproximadamente, 20 vulcões em intensa atividade no mundo.

Considera-se vulcão ativo aquele que apresenta erupção vulcânica ou demonstra sinais de instabilidade. Vulcão adormecido é aquele que atualmente não se encontra em atividade, mas pode ser que, ao longo do tempo, volte a apresentar sinais de instabilidade. Já o vulcão extinto é aquele que provavelmente não entrará novamente em erupção, segundo os vulcanólogos.


Por Rafaela Sousa 
Mundo Educação/ UOL

Muitas pessoas perguntam-se por que os vulcões entram em erupção. A erupção vulcânica é um fenômeno da natureza que, apesar de geralmente representar grandes catástrofes naturais, é considerado meio de observação sobre o que acontece no interior da Terra. No entanto, antes de saber como acontece uma erupção vulcânica, precisamos saber o que é um vulcão.

O vulcão é uma estrutura geológica (massa de rocha fundida pela alta temperatura) que corresponde a uma proeminência na superfície terrestre, mais especificamente uma abertura no solo pela qual é expelido material magmático. 

Os vulcões podem surgir por meio do movimento entre as placas tectônicas, que, ao chocarem-se, provocam elevações na superfície. Os vulcões podem estar localizados tanto nos continentes quanto nos oceanos.

Segundo o Serviço Geológico do Brasil, o vulcão é constituído principalmente por silicatos que se misturaram com vapor d'água e gás; e possui uma estrutura ligada a uma câmara subterrânea de grande profundidade.

A distribuição de vulcões no mundo está diretamente relacionada com a distribuição das placas tectônicas. É na chamada zona de subducção, que corresponde à região onde há o choque entre as placas, que se encontram os vulcões. Por isso, em regiões em que há limites entre placas tectônicas, há maior ocorrência dessa estrutura geológica.

Basicamente, os vulcões são constituídos por:
Câmara magmática
Chaminé
Cone vulcânico
Cratera

Possíveis causas
Um vulcão entra em erupção devido às forças internas da Terra que mantêm o manto e, consequentemente, o material magmático em atividade. A Terra não é constituída por um único bloco rochoso, como era imaginado há muitos anos. A litosfera terrestre possui blocos rochosos fragmentados, conhecidos como placas tectônicas, que se encontram em constate movimento.

Ao movimentar-se, essas placas provocam agitação do material magmático. Essa agitação, associada às altas temperaturas no interior da Terra, faz com que o material magmático ascenda-se e seja expelido para o exterior da crosta terrestre. Essa massa magmática é conhecida como lava, composta por metais como magnésio e ferro e encontrada em uma temperatura superior a 1.000 ºC.

Consequências
A atividade vulcânica pode representar um grande tragédia de ordem natural. Dependendo da localização do vulcão, cidades, comunidades ou povoados podem ser drasticamente afetados. A maior parte das erupções vulcânicas não pode ser prevista, o que acaba pegando todos de surpresa.

Além de ser um poluidor atmosférico natural, os vulcões, ao entrarem em erupção, podem expelir material magmático capaz de percorrer longas distâncias, provocando enorme prejuízo para as áreas vizinhas e os possíveis habitantes. Muitas tragédias associadas à ação dos vulcões já foram registradas em diversas partes do mundo. Veja algumas:

- Erupção do vulcão Vesúvio em 79 d.C., em Pompeia, deixando cerca de 16.000 mortos;

- Erupção do vulcão Ontake em 2014, no Japão, a qual provocou 60 mortes;

- Erupção do vulcão Sinabung, em 2014, na Indonésia, provocou a morte de 16 pessoas;

- Erupção do vulcão Merapi, na Indonésia, em 2010, causou cerca de 300 mortes e provocou o deslocamento de aproximadamente 280 mil pessoas.

Apesar de todos os pontos negativos provocados pela erupção dos vulcões, muitos povos instalam-se nas regiões próximas a eles, visto que, ao entrarem em atividade e expelir lava, esta, juntamente com as cinzas, ao se resfriar, torna-se adubo para o solo, tornando-o bastante fértil e propício para a atividade agrícola. Alguns tipos de erupção, normalmente as menos explosivas, também estão associadas à formação de rochas ígneas ou magmáticas, como o granito.

Tipos

As erupções vulcânicas podem ser classificadas segundo o material expelido e a sua intensidade.

As erupções vulcânicas diferem-se quanto à intensidade, à proporção e ao material expelido. Os principais tipos de erupção, quanto à violência, são:

Explosiva: erupção de lava com alta viscosidade e que impede a liberação de gases, ocorrendo, portanto, explosões violentas. Muitas vezes, nesse tipo de erupção, não há derramamento da lava.

Efusiva: erupção de magma fluido que possibilita a liberação de gases, sendo assim uma erupção mais “calma”, com alto derramamento de lava em altíssima temperatura. Nesse tipo de erupção, a lava alcança grandes distâncias.

Mista: erupção em que há fases alternadas de erupção violenta e erupção efusiva.

Catastrófica: erupção em que a lava é de alta viscosidade, sendo assim não escorre por grandes distâncias, acumulando-se na cratera. Os gases ficam aprisionados na chaminé, dando origem a uma nuvem ardente.

Já as erupções, classificadas pelos vulcanólogos segundo o material expelido, são:

Havaiana: erupção efusiva em que não há descarga de gases.

Estromboliana: erupção em que há liberação de gases e pequenos fragmentos de rochas, formando arcos luminosos.

Pliniana: erupção em que são expelidos fragmentos de rochas e lava de grande viscosidade, formando uma coluna de fumaça.

Vulcaniana: erupção em que são expelidos fragmentos de rochas. Há formação de uma grande nuvem de cinzas que é expelida com violência na superfície.

Peleana: erupção em que há explosão de fragmentos de rochas, gases, poeira e cinzas. A lava de alta viscosidade desloca-se em grande velocidade.

Subglacial: erupção que ocorre sob o gelo, podendo provocar inundações.

Hidromagmática: erupção em que é expelido vapor explosivo quando há contato com o solo em baixas temperaturas.

Vulcões x Terremotos
Há uma relação entre a existência de vulcões e a ocorrência de terremotos. Primeiramente, é preciso entender o que são terremotos. Estes são fenômenos naturais, também chamados de abalos sísmicos, que correspondem a tremores na superfície terrestre, podendo ser de baixa ou alta intensidade. A ocorrência de terremotos está associada à atividade vulcânica e também à movimentação das placas tectônicas. Sendo assim, terremotos são resultado da liberação de forças acumuladas.

Os vulcões formam-se nas zonas de convergência, ou seja, nas regiões onde há o choque entre as placas tectônicas (que se encontram sob o material magmático). O acúmulo da pressão provocado pela movimentação das placas provoca a descarga de energia e, consequentemente, a erupção vulcânica. Assim, dependendo da intensidade da erupção, pode haver ocorrência de tremores na superfície, ou seja, de terremotos.

Quantos vulcões existem no mundo?
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, formaram-se, no mundo todo, ao menos 10 mil vulcões. Cerca de 500 vulcões apresentaram atividade durante um longo período. Atualmente, há, aproximadamente, 20 vulcões em intensa atividade no mundo.

Considera-se vulcão ativo aquele que apresenta erupção vulcânica ou demonstra sinais de instabilidade. Vulcão adormecido é aquele que atualmente não se encontra em atividade, mas pode ser que, ao longo do tempo, volte a apresentar sinais de instabilidade. Já o vulcão extinto é aquele que provavelmente não entrará novamente em erupção, segundo os vulcanólogos.

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