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Quem foi Joseph Goebbels? 

22 de Janeiro de 2020

Por Daniel Neves
Brasil Escola/ UOL 

Joseph Goebbels ficou marcado na história como uma das mentes por trás do nazismo. Foi o ministro da Propaganda da Alemanha Nazista e, portanto, liderou toda a publicidade do regime, promovendo a exaltação da personalidade de Adolf Hitler e sua ideologia. Providenciou a “revolução cultural” proposta pelo nazismo e realizava a censura e perseguição a todas as ideias antinazistas e que não se encaixavam no ideal de cultura proposto por Hitler.

Criou a estética nazista com o intuito de valorização da ideologia nazista e da imagem de Hitler. Realizou a queima de livros considerados “antialemães” e intensificou o antissemitismo na sociedade alemã por meio da propaganda. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi o responsável por produzir toda a propaganda de guerra nazista. Em razão da derrota do nazismo, Goebbels cometeu suicídio em 1945.

Juventude
Paul Joseph Goebbels nasceu no dia 29 de outubro de 1897, na cidade de Rheydt, localizada na região da Renânia, oeste da Alemanha. O pai do futuro ministro da Propaganda chamava-se Fritz Goebbels e trabalhava em uma fábrica de velas. Sua mãe chamava-se Katharina Odenhausen e trabalhava no campo. Ele teve cinco irmãos: Hans, Maria (faleceu cedo), Elisabeth, Konrad e Maria. A vida da família era humilde.

Joseph Goebbels ficou marcado pelos problemas de saúde na infância. Ele tinha uma deformidade no pé causada por distúrbios metabólicos, conforme pontuou o historiador Peter Longerich|1|. Os problemas físicos acabaram fazendo dele um aluno dedicado e, depois de concluir o ensino secundário, ele ingressou na Universidade de Bonn. Ele queria, inicialmente, estudar medicina, mas foi convencido a estudar alemão e história. Em 1921, ele obteve o título de doutor em literatura romântica pela Universidade de Heidelberg.

Após se tornar doutor, Goebbels dedicou-se à carreira literária, mas acabou fracassando. Com a derrota alemã na Primeira Guerra Mundial, como muitos daquela sociedade, ele acabou abraçando o extremismo conservador. Alguns historiadores argumentam que as deficiências físicas levaram-no a adotar um estilo de vida baseado na boemia e na extravagância dos casos amorosos.

O historiador Richard J. Evans argumenta que, entre 1919 e 1920, Goebbels passou um semestre na cidade de Munique, reduto da extrema-direita alemã e, provavelmente, lá ele foi fortemente influenciado pela atmosfera da cidade|2|. Na década de 1920, Goebbels acabou identificando-se com um partido em ascensão: o Partido Nazista.

Goebbels no Partido Nazista
Na década de 1920, Goebbels teve contato com diversos grupos ultranacionalistas e, por essa razão, acabou sendo oficialmente apresentado ao Partido Nazista. O período de 1923-24 foi crucial no desenvolvimento de Goebbels dentro das perspectivas políticas, culturais e artísticas da extrema-direita alemã. No final de 1923, ele já demonstrava certa admiração por Hitler e, em 4 de abril de 1924, passou a atuar com os nazistas.

Em Rheydt, Goebbels participou ativamente do desenvolvimento de um núcleo nazista na região para promover candidatos nazistas em eleições locais. Ele começou a ganhar a influência graças aos seus discursos. A retórica de Goebbels era tão boa que o próprio Hitler convidou-o a discursar em Munique no primeiro semestre de 1926.

Nesse mesmo ano, ele foi nomeado diretor do Völkische Freheit, um jornal ultranacionalista que exaltava os valores do conservadorismo extremista do nazismo. O crescimento de Goebbels no interior do partido fez com que ele se envolvesse em um pequeno desentendimento a respeito dos rumos do partido. Esse desentendimento acabou sendo resolvido por Hitler e aproximou os dois definitivamente.

Em virtude do contato com Hitler, Goebbels assumiu funções importantes. Ainda em 1926, ele foi nomeado para comandar o Partido Nazista em Berlim e, em 1928, acabou sendo eleito deputado, assumindo um posto no Parlamento alemão, o Reichstag. A atuação de Goebbels e a de outros importantes membros do partido, como Strasser, Göring e Himmler, alçaram o Partido Nazista à condição de um dos mais importantes da Alemanha.

Goebbels como propagandista
A partir de 1930, Goebbels passou a ser o responsável pela propaganda do Partido Nazista e prosperou consideravelmente na posição. Foi por meio dele que o nazismo conseguiu promover uma verdadeira lavagem cerebral para manipular a população alemã e levar a uma mobilização maciça do povo em favor do nazismo.

Goebbels também foi um dos grandes nomes que fortaleceram o antissemitismo na Alemanha. A respeito do antissemitismo de Goebbels, Peter Longerich destaca a seguinte fala de Goebbels: “Estou do lado nacionalista: odeio o judeu por instinto e pela razão. Para mim, no fundo da alma, ele é detestável e repulsivo […]. Todos os contras contra os judeus são prós a favor da comunidade nacional”|3|.

O antissemitismo foi parte das ferramentas ideológicas de Goebbels para angariar apoiadores ao nazismo. Essa estratégia era muito influente entre as gerações que nasceram antes da Primeira Guerra Mundial e defensores de uma visão mais nacionalista. 

Nesse sentido, Goebbels teve um papel crucial no desenvolvimento das ações antissemitas na Alemanha, como a Noite dos Cristais, o pogrom contra os judeus realizado em toda a Alemanha em novembro de 1938. Esse ataque deu início ao aprisionamento dos judeus em campos de concentração. Goebbels também foi um dos apoiadores da “Noite das Facas Longas”, expurgo realizado em 1934 que assassinou diversos opositores de Hitler, dentro e fora do Partido Nazista.

Quando os nazistas chegaram ao poder em 1933, Goebbels ocupou posições de destaque no regime. Ele se tornou ministro da Propaganda da Alemanha e ocupou a direção da Câmara de Cultura do Reich. Sendo assim, tudo que envolvia a questão cultural naquele país passava pelas mãos de Joseph Goebbels.

O controle dos nazistas sobre toda a arte no país foi extenso, e Goebbels passou a perseguir todos os artistas judeus, tais como escritores e músicos. A preocupação de Goebbels com a dita “arte moderna” e tudo que não representasse os “valores alemães” gerou enorme repressão. Em maio de 1933, por exemplo, ele ordenou uma grande queima de livros, destruindo milhares de livros escritos por diferentes autores, como Albert Einstein, Erich Maria Remarque, Sigmund Freud, entre outros.

Na questão cultural, Goebbels procurou realizar uma verdadeira revolução cultural na Alemanha, e o objetivo, segundo Richard J. Evans, era de “aprofundar e fortalecer a conquista do poder político nazista por meio da conversão do conjunto do povo alemão ao seu modo de pensar”|4|. Para converter as crianças, a educação foi fundamental; para os adultos, a propaganda.

A propaganda pensada por Goebbels visava a propagar a ideologia nazista de uma maneira positiva e demonstrá-la como recebedora do apoio de toda a nação. Era por meio da propaganda que o nazismo engajava a população a participar ativamente do regime. A realização de eventos públicos, boicotes aos judeus e a prática de atos de violência contra esse grupo demonstram como o povo era mobilizado para apoiar o nazismo.

Goebbels elevou a figura de Hitler a uma posição de grande estima e criou uma imagem para Hitler de novo salvador da Alemanha, o “novo Bismarck” (primeiro-ministro prussiano que conduziu o processo de unificação alemã e inaugurou um império em 1871). Por meio de Goebbels, a saudação Heil Hitler (significa Salve Hitler) popularizou-se na Alemanha Nazista. A sua ação sistemática de manipular a opinião popular manifestava a ideia de que a repetição de uma mentira, por muitas vezes, transformava-a em uma verdade.

Goebbels participou de um dos mais famosos filmes de propaganda nazista, conhecido como “O Triunfo da Vontade”, e também produziu uma série de outros filmes quando a Segunda Guerra Mundial estourou, a partir de setembro de 1939. Os filmes realizavam propaganda de guerra para ampliar o esforço de mobilização popular em prol da Wehrmacht (exército alemão) e também atraíam aqueles que eram antissemitas, pois focavam na intensificação da perseguição aos judeus.

Derrota na guerra
À medida que a Alemanha foi sendo derrotada na guerra, o discurso de Goebbels contra os judeus ampliou-se e ele passou a defender a mobilização total da população – mesmo se o país estivesse caminhando para a derrota. Ele foi um dos grandes incentivadores de que os judeus deveriam ser totalmente exterminados da Europa por meio de uma “Solução Final”. No que se refere ao Holocausto, Goebbels deixou o seguinte registro, que demonstra toda a sua crueldade: “os judeus estão sendo punidos de forma bárbara, mas merecem plenamente.”|5|

Em razão dos eventos na União Soviética, em especial as batalhas de Stalingrado e Kursk, Goebbels passou a acreditar na possibilidade da derrota. Depois que a Operação Valquíria foi realizada, em julho de 1944, o ministro da Propaganda passou a incentivar a mobilização da população para uma guerra total.

Nas últimas semanas da guerra na Europa, em 1945, Hitler, Goebbels e o alto escalão do nazismo esconderam-se em um bunker. Antes de cometer suicídio, Hitler orientou Goebbels a fugir de Berlim, mas Goebbels recusou-se. Com a morte de Hitler, Goebbels tornou-se chanceler da Alemanha, mas exerceu o cargo por apenas um dia.

Morte
Em 1º de maio de 1945, Joseph Goebbels e sua esposa, Magda Goebbels, decidiram cometer suicídio. A decisão foi tomada por Goebbels porque ele acreditava que sua vida não tinha mais valor se ele não pudesse usá-la a serviço de Hitler|6|. Antes de cometer suicídio, ele nomeou o almirante Karl Dönitz para sucedê-lo no poder do país.

Joseph e Magda Goebbels decidiram matar seus filhos antes de cometerem suicídio. As crianças foram adormecidas com doses de morfina e, em seguida, mortas pela ingestão de ácido cianídrico. Posteriormente, Joseph e Magda ingeriram suas próprias cápsulas de ácido cianídrico, e soldados atiraram em seus corpos para garantir a morte deles. Por fim, seus corpos foram incendiados.

Notas

|1| LONGERICH, Peter. Joseph Goebbels: uma biografia. Para acessar, clique aqui.

|2| EVANS, Richard J. A Chegada do Terceiro Reich. São Paulo: Planeta, 2016, p. 263.

|3| LONGERICH, Peter. Joseph Goebbels: uma biografia. Para acessar, clique aqui.

|4| EVANS, Richard J. O Terceiro Reich no Poder. São Paulo: Planeta, 2014, p. 150-151.

|5| EVANS, Richard. O Terceiro Reich em Guerra. São Paulo: Planeta, 2016, p. 313.

|6| Idem, p. 833.

Créditos da imagem: [1] Everett Historical e Shutterstock
Goebbels é o segundo à esquerda de Hitler, sentado na primeira fileira de cadeiras


Por Daniel Neves
Brasil Escola/ UOL 

Joseph Goebbels ficou marcado na história como uma das mentes por trás do nazismo. Foi o ministro da Propaganda da Alemanha Nazista e, portanto, liderou toda a publicidade do regime, promovendo a exaltação da personalidade de Adolf Hitler e sua ideologia. Providenciou a “revolução cultural” proposta pelo nazismo e realizava a censura e perseguição a todas as ideias antinazistas e que não se encaixavam no ideal de cultura proposto por Hitler.

Criou a estética nazista com o intuito de valorização da ideologia nazista e da imagem de Hitler. Realizou a queima de livros considerados “antialemães” e intensificou o antissemitismo na sociedade alemã por meio da propaganda. Durante a Segunda Guerra Mundial, foi o responsável por produzir toda a propaganda de guerra nazista. Em razão da derrota do nazismo, Goebbels cometeu suicídio em 1945.

Juventude
Paul Joseph Goebbels nasceu no dia 29 de outubro de 1897, na cidade de Rheydt, localizada na região da Renânia, oeste da Alemanha. O pai do futuro ministro da Propaganda chamava-se Fritz Goebbels e trabalhava em uma fábrica de velas. Sua mãe chamava-se Katharina Odenhausen e trabalhava no campo. Ele teve cinco irmãos: Hans, Maria (faleceu cedo), Elisabeth, Konrad e Maria. A vida da família era humilde.

Joseph Goebbels ficou marcado pelos problemas de saúde na infância. Ele tinha uma deformidade no pé causada por distúrbios metabólicos, conforme pontuou o historiador Peter Longerich|1|. Os problemas físicos acabaram fazendo dele um aluno dedicado e, depois de concluir o ensino secundário, ele ingressou na Universidade de Bonn. Ele queria, inicialmente, estudar medicina, mas foi convencido a estudar alemão e história. Em 1921, ele obteve o título de doutor em literatura romântica pela Universidade de Heidelberg.

Após se tornar doutor, Goebbels dedicou-se à carreira literária, mas acabou fracassando. Com a derrota alemã na Primeira Guerra Mundial, como muitos daquela sociedade, ele acabou abraçando o extremismo conservador. Alguns historiadores argumentam que as deficiências físicas levaram-no a adotar um estilo de vida baseado na boemia e na extravagância dos casos amorosos.

O historiador Richard J. Evans argumenta que, entre 1919 e 1920, Goebbels passou um semestre na cidade de Munique, reduto da extrema-direita alemã e, provavelmente, lá ele foi fortemente influenciado pela atmosfera da cidade|2|. Na década de 1920, Goebbels acabou identificando-se com um partido em ascensão: o Partido Nazista.

Goebbels no Partido Nazista
Na década de 1920, Goebbels teve contato com diversos grupos ultranacionalistas e, por essa razão, acabou sendo oficialmente apresentado ao Partido Nazista. O período de 1923-24 foi crucial no desenvolvimento de Goebbels dentro das perspectivas políticas, culturais e artísticas da extrema-direita alemã. No final de 1923, ele já demonstrava certa admiração por Hitler e, em 4 de abril de 1924, passou a atuar com os nazistas.

Em Rheydt, Goebbels participou ativamente do desenvolvimento de um núcleo nazista na região para promover candidatos nazistas em eleições locais. Ele começou a ganhar a influência graças aos seus discursos. A retórica de Goebbels era tão boa que o próprio Hitler convidou-o a discursar em Munique no primeiro semestre de 1926.

Nesse mesmo ano, ele foi nomeado diretor do Völkische Freheit, um jornal ultranacionalista que exaltava os valores do conservadorismo extremista do nazismo. O crescimento de Goebbels no interior do partido fez com que ele se envolvesse em um pequeno desentendimento a respeito dos rumos do partido. Esse desentendimento acabou sendo resolvido por Hitler e aproximou os dois definitivamente.

Em virtude do contato com Hitler, Goebbels assumiu funções importantes. Ainda em 1926, ele foi nomeado para comandar o Partido Nazista em Berlim e, em 1928, acabou sendo eleito deputado, assumindo um posto no Parlamento alemão, o Reichstag. A atuação de Goebbels e a de outros importantes membros do partido, como Strasser, Göring e Himmler, alçaram o Partido Nazista à condição de um dos mais importantes da Alemanha.

Goebbels como propagandista
A partir de 1930, Goebbels passou a ser o responsável pela propaganda do Partido Nazista e prosperou consideravelmente na posição. Foi por meio dele que o nazismo conseguiu promover uma verdadeira lavagem cerebral para manipular a população alemã e levar a uma mobilização maciça do povo em favor do nazismo.

Goebbels também foi um dos grandes nomes que fortaleceram o antissemitismo na Alemanha. A respeito do antissemitismo de Goebbels, Peter Longerich destaca a seguinte fala de Goebbels: “Estou do lado nacionalista: odeio o judeu por instinto e pela razão. Para mim, no fundo da alma, ele é detestável e repulsivo […]. Todos os contras contra os judeus são prós a favor da comunidade nacional”|3|.

O antissemitismo foi parte das ferramentas ideológicas de Goebbels para angariar apoiadores ao nazismo. Essa estratégia era muito influente entre as gerações que nasceram antes da Primeira Guerra Mundial e defensores de uma visão mais nacionalista. 

Nesse sentido, Goebbels teve um papel crucial no desenvolvimento das ações antissemitas na Alemanha, como a Noite dos Cristais, o pogrom contra os judeus realizado em toda a Alemanha em novembro de 1938. Esse ataque deu início ao aprisionamento dos judeus em campos de concentração. Goebbels também foi um dos apoiadores da “Noite das Facas Longas”, expurgo realizado em 1934 que assassinou diversos opositores de Hitler, dentro e fora do Partido Nazista.

Quando os nazistas chegaram ao poder em 1933, Goebbels ocupou posições de destaque no regime. Ele se tornou ministro da Propaganda da Alemanha e ocupou a direção da Câmara de Cultura do Reich. Sendo assim, tudo que envolvia a questão cultural naquele país passava pelas mãos de Joseph Goebbels.

O controle dos nazistas sobre toda a arte no país foi extenso, e Goebbels passou a perseguir todos os artistas judeus, tais como escritores e músicos. A preocupação de Goebbels com a dita “arte moderna” e tudo que não representasse os “valores alemães” gerou enorme repressão. Em maio de 1933, por exemplo, ele ordenou uma grande queima de livros, destruindo milhares de livros escritos por diferentes autores, como Albert Einstein, Erich Maria Remarque, Sigmund Freud, entre outros.

Na questão cultural, Goebbels procurou realizar uma verdadeira revolução cultural na Alemanha, e o objetivo, segundo Richard J. Evans, era de “aprofundar e fortalecer a conquista do poder político nazista por meio da conversão do conjunto do povo alemão ao seu modo de pensar”|4|. Para converter as crianças, a educação foi fundamental; para os adultos, a propaganda.

A propaganda pensada por Goebbels visava a propagar a ideologia nazista de uma maneira positiva e demonstrá-la como recebedora do apoio de toda a nação. Era por meio da propaganda que o nazismo engajava a população a participar ativamente do regime. A realização de eventos públicos, boicotes aos judeus e a prática de atos de violência contra esse grupo demonstram como o povo era mobilizado para apoiar o nazismo.

Goebbels elevou a figura de Hitler a uma posição de grande estima e criou uma imagem para Hitler de novo salvador da Alemanha, o “novo Bismarck” (primeiro-ministro prussiano que conduziu o processo de unificação alemã e inaugurou um império em 1871). Por meio de Goebbels, a saudação Heil Hitler (significa Salve Hitler) popularizou-se na Alemanha Nazista. A sua ação sistemática de manipular a opinião popular manifestava a ideia de que a repetição de uma mentira, por muitas vezes, transformava-a em uma verdade.

Goebbels participou de um dos mais famosos filmes de propaganda nazista, conhecido como “O Triunfo da Vontade”, e também produziu uma série de outros filmes quando a Segunda Guerra Mundial estourou, a partir de setembro de 1939. Os filmes realizavam propaganda de guerra para ampliar o esforço de mobilização popular em prol da Wehrmacht (exército alemão) e também atraíam aqueles que eram antissemitas, pois focavam na intensificação da perseguição aos judeus.

Derrota na guerra
À medida que a Alemanha foi sendo derrotada na guerra, o discurso de Goebbels contra os judeus ampliou-se e ele passou a defender a mobilização total da população – mesmo se o país estivesse caminhando para a derrota. Ele foi um dos grandes incentivadores de que os judeus deveriam ser totalmente exterminados da Europa por meio de uma “Solução Final”. No que se refere ao Holocausto, Goebbels deixou o seguinte registro, que demonstra toda a sua crueldade: “os judeus estão sendo punidos de forma bárbara, mas merecem plenamente.”|5|

Em razão dos eventos na União Soviética, em especial as batalhas de Stalingrado e Kursk, Goebbels passou a acreditar na possibilidade da derrota. Depois que a Operação Valquíria foi realizada, em julho de 1944, o ministro da Propaganda passou a incentivar a mobilização da população para uma guerra total.

Nas últimas semanas da guerra na Europa, em 1945, Hitler, Goebbels e o alto escalão do nazismo esconderam-se em um bunker. Antes de cometer suicídio, Hitler orientou Goebbels a fugir de Berlim, mas Goebbels recusou-se. Com a morte de Hitler, Goebbels tornou-se chanceler da Alemanha, mas exerceu o cargo por apenas um dia.

Morte
Em 1º de maio de 1945, Joseph Goebbels e sua esposa, Magda Goebbels, decidiram cometer suicídio. A decisão foi tomada por Goebbels porque ele acreditava que sua vida não tinha mais valor se ele não pudesse usá-la a serviço de Hitler|6|. Antes de cometer suicídio, ele nomeou o almirante Karl Dönitz para sucedê-lo no poder do país.

Joseph e Magda Goebbels decidiram matar seus filhos antes de cometerem suicídio. As crianças foram adormecidas com doses de morfina e, em seguida, mortas pela ingestão de ácido cianídrico. Posteriormente, Joseph e Magda ingeriram suas próprias cápsulas de ácido cianídrico, e soldados atiraram em seus corpos para garantir a morte deles. Por fim, seus corpos foram incendiados.

Notas

|1| LONGERICH, Peter. Joseph Goebbels: uma biografia. Para acessar, clique aqui.

|2| EVANS, Richard J. A Chegada do Terceiro Reich. São Paulo: Planeta, 2016, p. 263.

|3| LONGERICH, Peter. Joseph Goebbels: uma biografia. Para acessar, clique aqui.

|4| EVANS, Richard J. O Terceiro Reich no Poder. São Paulo: Planeta, 2014, p. 150-151.

|5| EVANS, Richard. O Terceiro Reich em Guerra. São Paulo: Planeta, 2016, p. 313.

|6| Idem, p. 833.

Créditos da imagem: [1] Everett Historical e Shutterstock
Goebbels é o segundo à esquerda de Hitler, sentado na primeira fileira de cadeiras