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A crase e as horas

18 de Outubro de 2019

Por Taís Ilhéu/ Guia do Estudante 
Imagem: Henrique Simplicio/ Flickr/ Reprodução

Eis um fenômeno da língua portuguesa que nunca deixará de nos surpreender! Quando se trata da crase, confiar em macetes ou decorar regrinhas nem sempre é a melhor alternativa para aprender seu uso. Isso porque, mesmo para essas, há algumas exceções. 

Quer um exemplo? Aposto que na lista de aplicações da crase, você decorou que na indicação de horas ela sempre aparece. Acontece que para essa regra também há uma exceção, e ela está diretamente relacionada aos elementos que formam a crase.

Para entender, vamos retomar a sua formação:

A crase nada mais é do que a fusão da preposição “a” e do artigo “a” (ou dos pronomes demonstrativos “a”, “as”, “aquele(s)”, “aquela(s)”, “aquilo”). A junção dos dois “as” é graficamente representada pelo acento grave (à) — veja bem, a crase não é o nome do acento, mas sim do fenômeno.

Considerando que as horas são sempre acompanhadas do artigo definido “a” (ou “as”), a regra determina que a crase ocorrerá quando aparecer, junto, a preposição “a”. Geralmente, isso acontece na indicação de um horário exato. Veja:

Combinamos de nos encontrar às 10h.
O jogo começará às 15h30.
Então, em quais casos não ocorre a crase na indicação de horas?

Ela não ocorre quando há outra preposição, que não o “a”, antecedendo o pronome que acompanha as horas. Essas preposições são o “para”, “desde”, “até”, “após” e “entre”. Se não existe dois “as”, não tem porque o acento grave aparecer.  

Veja alguns exemplos:

O horário de visitas é entre as 12h e 14h.
O resultado será divulgado até as 10h da segunda-feira.
Após as 22h é proibido ouvir música alta.
A fila para o cadastro só cresce desde as 7h da manhã.
O ensaio estava marcado para as 17h.

Bom, já deu para perceber que, para além de qualquer macete, a melhor forma de acertar a crase é aprendendo um pouco sobre as classes de palavras e como elas operam juntas.


Por Taís Ilhéu/ Guia do Estudante 
Imagem: Henrique Simplicio/ Flickr/ Reprodução

Eis um fenômeno da língua portuguesa que nunca deixará de nos surpreender! Quando se trata da crase, confiar em macetes ou decorar regrinhas nem sempre é a melhor alternativa para aprender seu uso. Isso porque, mesmo para essas, há algumas exceções. 

Quer um exemplo? Aposto que na lista de aplicações da crase, você decorou que na indicação de horas ela sempre aparece. Acontece que para essa regra também há uma exceção, e ela está diretamente relacionada aos elementos que formam a crase.

Para entender, vamos retomar a sua formação:

A crase nada mais é do que a fusão da preposição “a” e do artigo “a” (ou dos pronomes demonstrativos “a”, “as”, “aquele(s)”, “aquela(s)”, “aquilo”). A junção dos dois “as” é graficamente representada pelo acento grave (à) — veja bem, a crase não é o nome do acento, mas sim do fenômeno.

Considerando que as horas são sempre acompanhadas do artigo definido “a” (ou “as”), a regra determina que a crase ocorrerá quando aparecer, junto, a preposição “a”. Geralmente, isso acontece na indicação de um horário exato. Veja:

Combinamos de nos encontrar às 10h.
O jogo começará às 15h30.
Então, em quais casos não ocorre a crase na indicação de horas?

Ela não ocorre quando há outra preposição, que não o “a”, antecedendo o pronome que acompanha as horas. Essas preposições são o “para”, “desde”, “até”, “após” e “entre”. Se não existe dois “as”, não tem porque o acento grave aparecer.  

Veja alguns exemplos:

O horário de visitas é entre as 12h e 14h.
O resultado será divulgado até as 10h da segunda-feira.
Após as 22h é proibido ouvir música alta.
A fila para o cadastro só cresce desde as 7h da manhã.
O ensaio estava marcado para as 17h.

Bom, já deu para perceber que, para além de qualquer macete, a melhor forma de acertar a crase é aprendendo um pouco sobre as classes de palavras e como elas operam juntas.

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