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A Segunda Pessoa Indireta

03 de Maio de 2019

Por: Só Português
Imagem: Brasil Escola 


A chamada segunda pessoa indireta se manifesta quando utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso interlocutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa.

É o caso dos chamados pronomes de tratamento, que podem ser observados no quadro seguinte:

Vossa Alteza - V. A.: príncipes, duques
Vossa Eminência - V. Ema.(s): cardeais
Vossa Reverendíssima - V. Revma.(s): sacerdotes e bispos
Vossa Excelência - V. Ex.ª (s): altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Magnificência - V. Mag.ª (s): reitores de universidades
Vossa Majestade - V. M.: reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial - V. M. I.: Imperadores
Vossa Santidade - V. S.: Papa
Vossa Senhoria - V. S.ª (s): tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência - V. O.: Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. "O senhor" e "a senhora" são empregados no tratamento cerimonioso; "você" e "vocês", no tratamento familiar.

Você e vocês são largamente empregados no português do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente, em outras, é muito pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.

Observações:

a) Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de tratamento que possuem "Vossa (s)"  são empregados em relação à pessoa com quem falamos. Por exemplo:

Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

Emprega-se "Sua (s)" quando se fala a respeito da pessoa. Por exemplo:

Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.

- Os pronomes  de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos endereçando à excelência que esse deputado supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.

b) 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento se dirijam à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar na 3ª pessoa. Por exemplo:

Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

c) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém de "você", não poderemos usar "te" ou "teu". O uso correto exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa. Por exemplo:

Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (errado) 
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus cabelos. (correto) 
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (correto)


Por: Só Português
Imagem: Brasil Escola 


A chamada segunda pessoa indireta se manifesta quando utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso interlocutor (portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na terceira pessoa.

É o caso dos chamados pronomes de tratamento, que podem ser observados no quadro seguinte:

Vossa Alteza - V. A.: príncipes, duques
Vossa Eminência - V. Ema.(s): cardeais
Vossa Reverendíssima - V. Revma.(s): sacerdotes e bispos
Vossa Excelência - V. Ex.ª (s): altas autoridades e oficiais-generais
Vossa Magnificência - V. Mag.ª (s): reitores de universidades
Vossa Majestade - V. M.: reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial - V. M. I.: Imperadores
Vossa Santidade - V. S.: Papa
Vossa Senhoria - V. S.ª (s): tratamento cerimonioso
Vossa Onipotência - V. O.: Deus

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. "O senhor" e "a senhora" são empregados no tratamento cerimonioso; "você" e "vocês", no tratamento familiar.

Você e vocês são largamente empregados no português do Brasil; em algumas regiões, a forma tu é de uso frequente, em outras, é muito pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.

Observações:

a) Vossa Excelência X Sua Excelência: os pronomes de tratamento que possuem "Vossa (s)"  são empregados em relação à pessoa com quem falamos. Por exemplo:

Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este encontro.

Emprega-se "Sua (s)" quando se fala a respeito da pessoa. Por exemplo:

Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.

- Os pronomes  de tratamento representam uma forma indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo, estamos nos endereçando à excelência que esse deputado supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.

b) 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento se dirijam à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar na 3ª pessoa. Por exemplo:

Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas, para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.

c) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim, por exemplo, se começamos a chamar alguém de "você", não poderemos usar "te" ou "teu". O uso correto exigirá, ainda, verbo na terceira pessoa. Por exemplo:

Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (errado) 
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus cabelos. (correto) 
Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus cabelos. (correto)

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