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Somente “pra” ler

20 de Fevereiro de 2012

A língua muda muito conforme o tempo, expressões se tornam palavras, conjugações verbais desaparecem, criam-se novos modos de se expressar, novos vocábulos, novas construções e até se reduz para formar novos meios de se expressar



Com os novos adventos da tecnologia e a rapidez de comunicação universal, o mundo começou a utilizar mais de maneiras curtas para dialogar. O twitter, talvez o meio de nteração social que mais
simbolize esse processo, permite que seus usuários postem pequenas mensagens para serem lidas por quem estiver disposto a tal. Mas quão pequena? Exatamente 140 caracteres são

permitidos aos “twitteiros”.



Dessa maneira começam a surgir construções do tipo vc, tbm e blz. Essas novas reduções de palavras, porém, não são epresentações fiéis ao falar do português; todavia existem aquelas que realmente demontram de fato a língua falada, são essas construções do tipo tá, aki, vô e pra. Essas, ao contrário daquelas, representam mais fielmente o português brasileiro falado do que o que se prega gramática normativa.

Apesar da comunicação e interação social frenética ser algo relativamente novo e ainda em processo de crescimento, a redução de alguns termos para a criação de novos é algo que acontece desde que a língua é falada. A derivação regressiva é um fenômeno natural da língua, um processo de formação de palavras no qual, ao contrário do comum acréscimo ao radical, há uma redução da forma primitiva do vocábulo.



Mais comum esse em formações de nomes conhecidos como deverbais, ou seja, que provêm de um verbo. Palavras do tipo beijo, uso, venda são típicas para exemplificação dessa derivação. Existem, porém, mais comuns na língua coloquial, reduções daqueles vocábulos que formam outro de valores semânticos muito próximos, exemplos do tipo portuga (de português), boteco (de botequim), brasa (de brasileiro) e pega (de pegar).
Reduzir uma palavra não é algo novo, nem mesmo estritamente

coloquial. Esse processo de derivação já acontece desde o latim para o porutguês, existindo diversos exemplos, como a formação da palavra abelha (de apicula do latim). Trazer o vocábulo para algo mais curto, então, não é algo que se deve ter vergonha, mas apenas sapiência para saber quando usá-lo com coerência.

A língua muda muito conforme o tempo, expressões se tornam palavras, conjugações verbais desaparecem, criam-se novos modos de se expressar, novos vocábulos, novas construções e até se reduz para formar novos meios de se expressar



Com os novos adventos da tecnologia e a rapidez de comunicação universal, o mundo começou a utilizar mais de maneiras curtas para dialogar. O twitter, talvez o meio de nteração social que mais
simbolize esse processo, permite que seus usuários postem pequenas mensagens para serem lidas por quem estiver disposto a tal. Mas quão pequena? Exatamente 140 caracteres são

permitidos aos “twitteiros”.



Dessa maneira começam a surgir construções do tipo vc, tbm e blz. Essas novas reduções de palavras, porém, não são epresentações fiéis ao falar do português; todavia existem aquelas que realmente demontram de fato a língua falada, são essas construções do tipo tá, aki, vô e pra. Essas, ao contrário daquelas, representam mais fielmente o português brasileiro falado do que o que se prega gramática normativa.

Apesar da comunicação e interação social frenética ser algo relativamente novo e ainda em processo de crescimento, a redução de alguns termos para a criação de novos é algo que acontece desde que a língua é falada. A derivação regressiva é um fenômeno natural da língua, um processo de formação de palavras no qual, ao contrário do comum acréscimo ao radical, há uma redução da forma primitiva do vocábulo.



Mais comum esse em formações de nomes conhecidos como deverbais, ou seja, que provêm de um verbo. Palavras do tipo beijo, uso, venda são típicas para exemplificação dessa derivação. Existem, porém, mais comuns na língua coloquial, reduções daqueles vocábulos que formam outro de valores semânticos muito próximos, exemplos do tipo portuga (de português), boteco (de botequim), brasa (de brasileiro) e pega (de pegar).
Reduzir uma palavra não é algo novo, nem mesmo estritamente

coloquial. Esse processo de derivação já acontece desde o latim para o porutguês, existindo diversos exemplos, como a formação da palavra abelha (de apicula do latim). Trazer o vocábulo para algo mais curto, então, não é algo que se deve ter vergonha, mas apenas sapiência para saber quando usá-lo com coerência.

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