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Português

20 de Fevereiro de 2012

Com o recente acordo ortográfico implantado às línguas portuguesas faladas pelo mundo, tentou-se uma padronização de línguas que, muitas vezes, são tidas como uma única: o português. Originário do latim, o português tem uma travessia atípica das suas irmãs românicas (o italiano, o francês, o espanhol e o romeno). Estabelecido o império romano na península ibérica, pela penetração através do Golfo de Valência e posteriormente pelo Golfo de Cádiz, dividiu-se o que ficou conhecido como Hispânia Citerior e Hispância Ulterior (onde contêm Portugal hoje). Ainda durante o tempo, a península sofreu uma invasão moura, ou seja, árabe. Toda essa miscigenação de culturas gerou a língua portuguesa, que se espalhou pelo mundo a partir das grandes navegações nos séculos XV e XVI.
E a língua evolui, assim como o latim evoluiu para o português, a língua portuguesa brasileira evoluiu para um lado, enquanto na Europa para outro.



Ora, e você acha que o português europeu é a mesma língua que o português brasileiro?



Para se definir duas línguas diferentes, passemos pelas áreas de estudo da gramática as diferenciando.



O mais óbvio: a fonologia. O som das duas línguas é diferente, claramente. Afinal, conhecemos as piadas de Manuéis no cotidiano a fora, quando o seu tio força um sotaque português engraçado. Se você acha que consegue entender tudo que falaria um português originário da terrinha, assista esse vídeo: http://migre.me/42Gjf . Enquanto a mulher é fácil de compreender, o homem fala de maneira difícil de entender; comum, afinal os sons das palavras são diferentes.

Passemos, então, para a morfologia: a construção das palavras. Para melhor exemplificar isso, a conjugação verbal é algo fascinante. No português europeu, conjuga-se o verbo como aprendemos nas aulas de gramática: eu canto, tu cantas, nós cantamos, vós cantais, eles cantam; e isso acontece naturalmente, até mesmo alguém que não aprendeu nem a ler nem a escrever fala coloquialmente assim. Apesar disso, no Brasil, nós conjugamos de modo diferente. Ora, observe como falamos no dia a dia: eu canto, “cê” canta, a gente canta, “cêis” canta(m), eles canta(m). Observe como há diferença apenas da primeira pessoa do singular, com as outras tendendo a se igualar, muito diferente, não?
Se olhar para a sintaxe, a organização das palavras na língua, há também diferença. Se o pneu do seu carro furar, é muito comum falarmos ao ar: “o pneu do meu carro furou”. Porém, se você tentar falar isso em Portugal, perguntar-lhe-ão: “furou o quê?”. Isso mesmo, esse período em construção do português europeu leva o falante a pensar que o pneu do carro é um sujeito, e nesse caso furou algo e não a si mesmo; afinal essa é uma construção importada de línguas africanas que se estabeleceram no Brasil durante a época da escravidão negra.



Há ainda muita discussão se as duas línguas são idependentes ou se são únicas com apenas algumas diferenças, cabe a nós, enquanto os acadêmicos discutem, decidirmos o que vamos acreditar.



E agora, você acha que as línguas portuguesas são línguas diferentes?

Com o recente acordo ortográfico implantado às línguas portuguesas faladas pelo mundo, tentou-se uma padronização de línguas que, muitas vezes, são tidas como uma única: o português. Originário do latim, o português tem uma travessia atípica das suas irmãs românicas (o italiano, o francês, o espanhol e o romeno). Estabelecido o império romano na península ibérica, pela penetração através do Golfo de Valência e posteriormente pelo Golfo de Cádiz, dividiu-se o que ficou conhecido como Hispânia Citerior e Hispância Ulterior (onde contêm Portugal hoje). Ainda durante o tempo, a península sofreu uma invasão moura, ou seja, árabe. Toda essa miscigenação de culturas gerou a língua portuguesa, que se espalhou pelo mundo a partir das grandes navegações nos séculos XV e XVI.
E a língua evolui, assim como o latim evoluiu para o português, a língua portuguesa brasileira evoluiu para um lado, enquanto na Europa para outro.



Ora, e você acha que o português europeu é a mesma língua que o português brasileiro?



Para se definir duas línguas diferentes, passemos pelas áreas de estudo da gramática as diferenciando.



O mais óbvio: a fonologia. O som das duas línguas é diferente, claramente. Afinal, conhecemos as piadas de Manuéis no cotidiano a fora, quando o seu tio força um sotaque português engraçado. Se você acha que consegue entender tudo que falaria um português originário da terrinha, assista esse vídeo: http://migre.me/42Gjf . Enquanto a mulher é fácil de compreender, o homem fala de maneira difícil de entender; comum, afinal os sons das palavras são diferentes.

Passemos, então, para a morfologia: a construção das palavras. Para melhor exemplificar isso, a conjugação verbal é algo fascinante. No português europeu, conjuga-se o verbo como aprendemos nas aulas de gramática: eu canto, tu cantas, nós cantamos, vós cantais, eles cantam; e isso acontece naturalmente, até mesmo alguém que não aprendeu nem a ler nem a escrever fala coloquialmente assim. Apesar disso, no Brasil, nós conjugamos de modo diferente. Ora, observe como falamos no dia a dia: eu canto, “cê” canta, a gente canta, “cêis” canta(m), eles canta(m). Observe como há diferença apenas da primeira pessoa do singular, com as outras tendendo a se igualar, muito diferente, não?
Se olhar para a sintaxe, a organização das palavras na língua, há também diferença. Se o pneu do seu carro furar, é muito comum falarmos ao ar: “o pneu do meu carro furou”. Porém, se você tentar falar isso em Portugal, perguntar-lhe-ão: “furou o quê?”. Isso mesmo, esse período em construção do português europeu leva o falante a pensar que o pneu do carro é um sujeito, e nesse caso furou algo e não a si mesmo; afinal essa é uma construção importada de línguas africanas que se estabeleceram no Brasil durante a época da escravidão negra.



Há ainda muita discussão se as duas línguas são idependentes ou se são únicas com apenas algumas diferenças, cabe a nós, enquanto os acadêmicos discutem, decidirmos o que vamos acreditar.



E agora, você acha que as línguas portuguesas são línguas diferentes?

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