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Peguei um livro da bibilioteca na Avenida São Paulo!

20 de Fevereiro de 2012

Um dos maiores problemas que se enfrenta em construções de textos, sejam eles escolares ou não, em sua maioria, são de ordem estilística. Ora, falar de ordem estilística é exatamente falar de estilo, porém não como estamos acostumados. Falar de beleza de um texto não significa literalmente maquiar, enfeitar, polir as palavras, mas sim de uma maneira metafórica. Para a ornamentar o texto de uma maneira construtiva, usam-se figuras de linguagem, as famosas que aprendemos na escola e nunca conseguimos lembrar os nomes e suas funções; sinestesias, metáforas e metonímias, por exemplo.
O uso de figuras é bem vindo, porém deve haver um cuidado para não se embaralhar e tornar o texto confuso. E nesse assunto uma das confusões que em vezes gera humor é a criação de ambiguidades indesejáveis. Conhecida por muitos, a ambiguidade é uma construção textual que tem dupla interpretação, mas o que significa isso de fato?



Ora, a dupla interpretação da ambiguidade pode passar por vários campos diferentes da linguagem, desde gestual até sintático, porém o que há de comum é a possibilidade de duas ou mais leituras no campo semântico de sua construção, isso é, possiu dois sentidos.

As conhecidas pérolas em testes nacionais são conhecidas por muitos. Construções como A função da raiz é se enterrar jogam com a duplicidade semântica do termo raiz, que, nesse caso, pode ser interpretado segundo duas definições do dicionário Aurélio: 1. s.f. Botânica Porção do eixo das plantas superiores que cresce para baixo, em geral dentro do solo, e cuja função fundamental é fixar o organismo vegetal e retirar do substrato os nutrientes e a água necessários à vida da planta.(...) ou 12. s.f. Matemática Potência fracionária de um número.
Porém o maior uso de ambiguidades acontece de fato em graçolas, piadas espalhadas no conhecimento popular. Quando um médico exita em atender um rapaz embriagado diz Eu não atendo bêbado há uma ambiguidade relacionada à função sintática do termo bêbado. Nesse caso, em que a confusão se dá no fator da sintaxe, bêbado pode ser interpretado como complemento verbal, objeto direto, de atendo, sendo assim, entende-se que o bêbado é o paciente. Por outro lado, pode-se tomar bêbado como um adjunto adverbial, relacionando assim a circunstância do atendimento, logo não o paciente, mas o médico é quem está bêbado.

Ainda existem ambiguidades que se compreendem no ramo fonético da língua, ou seja, o som da construção causa uma ambiguidade. Observe, pois, a palavra inglesa para francês: french. Encontra-se em muitos sites na internet dicionários de humor que traduzem tal palavra como “French - parte dianteira : ‘Sai da french!’ ”.
A ambiguidade é algo que pode causar uma infelicidade muito grande na construção de um texto de cunho científico, porém pode trazer boas horas de humor. Por isso, tenha cuidado, não vire pérola, vire bixo!

Um dos maiores problemas que se enfrenta em construções de textos, sejam eles escolares ou não, em sua maioria, são de ordem estilística. Ora, falar de ordem estilística é exatamente falar de estilo, porém não como estamos acostumados. Falar de beleza de um texto não significa literalmente maquiar, enfeitar, polir as palavras, mas sim de uma maneira metafórica. Para a ornamentar o texto de uma maneira construtiva, usam-se figuras de linguagem, as famosas que aprendemos na escola e nunca conseguimos lembrar os nomes e suas funções; sinestesias, metáforas e metonímias, por exemplo.
O uso de figuras é bem vindo, porém deve haver um cuidado para não se embaralhar e tornar o texto confuso. E nesse assunto uma das confusões que em vezes gera humor é a criação de ambiguidades indesejáveis. Conhecida por muitos, a ambiguidade é uma construção textual que tem dupla interpretação, mas o que significa isso de fato?



Ora, a dupla interpretação da ambiguidade pode passar por vários campos diferentes da linguagem, desde gestual até sintático, porém o que há de comum é a possibilidade de duas ou mais leituras no campo semântico de sua construção, isso é, possiu dois sentidos.

As conhecidas pérolas em testes nacionais são conhecidas por muitos. Construções como A função da raiz é se enterrar jogam com a duplicidade semântica do termo raiz, que, nesse caso, pode ser interpretado segundo duas definições do dicionário Aurélio: 1. s.f. Botânica Porção do eixo das plantas superiores que cresce para baixo, em geral dentro do solo, e cuja função fundamental é fixar o organismo vegetal e retirar do substrato os nutrientes e a água necessários à vida da planta.(...) ou 12. s.f. Matemática Potência fracionária de um número.
Porém o maior uso de ambiguidades acontece de fato em graçolas, piadas espalhadas no conhecimento popular. Quando um médico exita em atender um rapaz embriagado diz Eu não atendo bêbado há uma ambiguidade relacionada à função sintática do termo bêbado. Nesse caso, em que a confusão se dá no fator da sintaxe, bêbado pode ser interpretado como complemento verbal, objeto direto, de atendo, sendo assim, entende-se que o bêbado é o paciente. Por outro lado, pode-se tomar bêbado como um adjunto adverbial, relacionando assim a circunstância do atendimento, logo não o paciente, mas o médico é quem está bêbado.

Ainda existem ambiguidades que se compreendem no ramo fonético da língua, ou seja, o som da construção causa uma ambiguidade. Observe, pois, a palavra inglesa para francês: french. Encontra-se em muitos sites na internet dicionários de humor que traduzem tal palavra como “French - parte dianteira : ‘Sai da french!’ ”.
A ambiguidade é algo que pode causar uma infelicidade muito grande na construção de um texto de cunho científico, porém pode trazer boas horas de humor. Por isso, tenha cuidado, não vire pérola, vire bixo!

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