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MEMÓRIAS DO HOLOCAUSTO: Palestra com a escritora Nanette Konig

Levada pelos nazistas no começo da década de 1940 a um campo de concentração, longe dos pais, a holandesa Nanette Blitz Konig, aos 88 anos, é uma das poucas sobreviventes do Holocausto que recorda com triste clareza, e também superação, todas as brutalidades cometidas pelo ditador Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

Nanette estará em Campinas, no próximo dia 13 de maio (sábado), às 10h30, para uma palestra aberta aos alunos e a toda a comunidade, no Colégio Oficina do Estudante.

Em continuidade ao projeto Memórias do Holocausto, organizado pelo colégio, Nanette Konig falará sobre alguns dos horrores pelos quais passou durante o período em que esteve no campo de concentração de Bergen-Belsen; a luta pela sobrevivência longe da família (todos morreram nesse período); as dificuldades que enfrentou no pós-guerra e as razões que a levaram escrever "Eu sobrevivi ao Holocausto: um comovente relato das últimas amigas vivas de Anne Frank".

Radicada em São Paulo desde 1950, Nanette era amiga de escola da escritora germano-holandesa Anne Frank (autora de “O Diário de Anne Frank”) e esteve com ela nos últimos dias de sua vida. Nanette foi colega de classe de Anne e ambas se reencontraram no mesmo campo de concentração de Bergen-Belsen, quando Anne estava nos momentos finais de sua vida, em 1945.

Em uma de suas palestras, Nanette relatou: "Eu estive frente a frente com a morte muitas vezes. Numa delas, um oficial apontou uma arma para mim e minha reação foi mostrar indiferença, pois estava desnutrida, pesando cerca de 30 kg e ainda com muitas dúvidas sobre tudo o que acontecia. Hoje estou aqui e acho que minha indiferença tirou o prazer dele em me matar. Fui salva pela indiferença”.

PROJETO

O projeto Memórias do Holocausto trouxe durante dois anos consecutivos o polonês naturalizado brasileiro, Aleksander Henryk Laks (falecido em 2015, aos 88 anos), um dos poucos sobreviventes do Holocausto. Aleksander escreveu “O Sobrevivente - Memórias de um brasileiro que escapou de Auschwitz” e “Mengele me condenou a viver”. Suas palestras emocionantes trouxeram detalhes sórdidos dos campos de concetração, e mensagens de superação que emocionou as centenas de pessoas que puderam ouvir seus relatos em sua passagem por Campinas.

HOLOCAUSTO

Adotado durante os anos do governo nazista de Adolf Hitler, o holocausto foi uma prática de perseguição política, étnica, religiosa e sexual. Segundo a ideologia nazista, a Alemanha deveria superar todos os entraves que impediam a formação de uma nação composta por seres superiores. Segundo essa mesma ideia, o povo legitimamente alemão era descendente dos arianos, um antigo povo que – segundo os etnólogos europeus do século XIX – tinham pele branca e deram origem à civilização europeia.

Dessa forma, para que a supremacia racial ariana fosse conquistada pelo povo alemão, o governo de Hitler passou a pregar o ódio contra aqueles que impediam a pureza racial dentro do território alemão. Segundo o discurso nazista, os maiores culpados por impedirem esse processo de eugenia étnica eram os ciganos e – principalmente – os judeus. Com isso, Hitler passou a perseguir e forçar o isolamento em guetos do povo judeu da Alemanha.

Até 1933, nove milhões de judeus viviam na Europa. Em 1945, momentos finais da Segunda Guerra Mundial, dois em cada três deles haviam sido mortos pelos nazistas – muitos foram assassinados publicamente pelas ruas ou no anonimato de seus esconderijos, enquanto milhares padeceram nos campos de concentração espalhados pelo continente.


Levada pelos nazistas no começo da década de 1940 a um campo de concentração, longe dos pais, a holandesa Nanette Blitz Konig, aos 88 anos, é uma das poucas sobreviventes do Holocausto que recorda com triste clareza, e também superação, todas as brutalidades cometidas pelo ditador Adolf Hitler durante a Segunda Guerra Mundial.

Nanette estará em Campinas, no próximo dia 13 de maio (sábado), às 10h30, para uma palestra aberta aos alunos e a toda a comunidade, no Colégio Oficina do Estudante.

Em continuidade ao projeto Memórias do Holocausto, organizado pelo colégio, Nanette Konig falará sobre alguns dos horrores pelos quais passou durante o período em que esteve no campo de concentração de Bergen-Belsen; a luta pela sobrevivência longe da família (todos morreram nesse período); as dificuldades que enfrentou no pós-guerra e as razões que a levaram escrever "Eu sobrevivi ao Holocausto: um comovente relato das últimas amigas vivas de Anne Frank".

Radicada em São Paulo desde 1950, Nanette era amiga de escola da escritora germano-holandesa Anne Frank (autora de “O Diário de Anne Frank”) e esteve com ela nos últimos dias de sua vida. Nanette foi colega de classe de Anne e ambas se reencontraram no mesmo campo de concentração de Bergen-Belsen, quando Anne estava nos momentos finais de sua vida, em 1945.

Em uma de suas palestras, Nanette relatou: "Eu estive frente a frente com a morte muitas vezes. Numa delas, um oficial apontou uma arma para mim e minha reação foi mostrar indiferença, pois estava desnutrida, pesando cerca de 30 kg e ainda com muitas dúvidas sobre tudo o que acontecia. Hoje estou aqui e acho que minha indiferença tirou o prazer dele em me matar. Fui salva pela indiferença”.

PROJETO

O projeto Memórias do Holocausto trouxe durante dois anos consecutivos o polonês naturalizado brasileiro, Aleksander Henryk Laks (falecido em 2015, aos 88 anos), um dos poucos sobreviventes do Holocausto. Aleksander escreveu “O Sobrevivente - Memórias de um brasileiro que escapou de Auschwitz” e “Mengele me condenou a viver”. Suas palestras emocionantes trouxeram detalhes sórdidos dos campos de concetração, e mensagens de superação que emocionou as centenas de pessoas que puderam ouvir seus relatos em sua passagem por Campinas.

HOLOCAUSTO

Adotado durante os anos do governo nazista de Adolf Hitler, o holocausto foi uma prática de perseguição política, étnica, religiosa e sexual. Segundo a ideologia nazista, a Alemanha deveria superar todos os entraves que impediam a formação de uma nação composta por seres superiores. Segundo essa mesma ideia, o povo legitimamente alemão era descendente dos arianos, um antigo povo que – segundo os etnólogos europeus do século XIX – tinham pele branca e deram origem à civilização europeia.

Dessa forma, para que a supremacia racial ariana fosse conquistada pelo povo alemão, o governo de Hitler passou a pregar o ódio contra aqueles que impediam a pureza racial dentro do território alemão. Segundo o discurso nazista, os maiores culpados por impedirem esse processo de eugenia étnica eram os ciganos e – principalmente – os judeus. Com isso, Hitler passou a perseguir e forçar o isolamento em guetos do povo judeu da Alemanha.

Até 1933, nove milhões de judeus viviam na Europa. Em 1945, momentos finais da Segunda Guerra Mundial, dois em cada três deles haviam sido mortos pelos nazistas – muitos foram assassinados publicamente pelas ruas ou no anonimato de seus esconderijos, enquanto milhares padeceram nos campos de concentração espalhados pelo continente.